Em discurso emocionante, Mariz relembra tragédia familiar e presta homenagem à Primeira-Dama Camila

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Um dos momentos mais marcantes da solenidade realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba, na Casa de Epitácio Pessoa, foi o discurso emocionado de Mariz, tio da primeira-dama do Estado, Camila Toscano. Com a voz embargada e lágrimas no rosto, ele falou com o coração aberto ao prestar uma homenagem à sobrinha e relembrar uma das páginas mais dolorosas da história da família.

Diante de autoridades, familiares e convidados, Mariz iniciou sua fala afirmando que estava ali “com o coração na palma da mão”. Em tom profundamente humano e sensível, ele destacou que a história de Camila é marcada por superação, coragem e pela força do amor familiar.

Segundo ele, muitos desconhecem a trajetória marcada por sofrimento enfrentada pela primeira-dama ainda na infância. Camila perdeu a mãe, Sílvia Fernandes Mariz, quando tinha apenas 10 anos de idade — um episódio que deixou marcas profundas na família.

Inspirado nas palavras do escritor João Guimarães Rosa, Mariz lembrou que “o que a vida exige de nós, acima de tudo, é coragem”. Para ele, essa coragem foi necessária não apenas para enfrentar a dor, mas também para buscar justiça após a tragédia que abalou a família.

“Falo a vocês transbordando a emoção de um tio, mas também com a firmeza de um irmão que precisou segurar com as próprias mãos as rédeas de uma árdua instrução criminal, garantindo que a nossa tragédia não tivesse a impunidade como capítulo final”, declarou.

Durante o discurso, ele fez um relato detalhado do dia 26 de fevereiro — data que marcou para sempre a vida da família. Segundo Mariz, aquela manhã começou como qualquer outra. Às seis horas, Sílvia Fernandes Mariz já estava de pé preparando a rotina da filha.

“Com a dedicação que lhe era peculiar, despertou Camila, preparou o café da manhã e revisou os apontamentos escolares. Era a rotina sagrada e silenciosa do amor materno”, relembrou.

Entretanto, ao saírem de casa, a tranquilidade daquela manhã foi interrompida por um episódio marcado por violência e intolerância. De acordo com o relato, o ex-companheiro de Sílvia surgiu exigindo, de forma agressiva, um documento de um veículo.

Faltavam poucos minutos para o início da aula, e Sílvia pediu apenas alguns minutos para deixar a filha na escola e retornar em seguida para procurar o documento. A resposta, segundo Mariz, foi a reação de alguém incapaz de aceitar uma negativa.

Graças à ajuda de uma vizinha, que se ofereceu para levar a menina ao colégio, Camila seguiu para a escola. Antes de partir, porém, olhou para trás.

“Foi a última vez que seus olhos encontraram viva aquela que lhe deu a vida, o carinho e o amor”, relatou o tio, arrancando forte emoção do público presente.

A fala de Mariz foi definida por muitos presentes como uma verdadeira oração em homenagem à memória de Sílvia e à trajetória de superação de Camila. Suas palavras ecoaram no plenário e tocaram profundamente todos os que acompanharam a solenidade.

Para familiares e autoridades, o discurso eternizou não apenas a memória de uma mãe, mas também a força de uma mulher que, apesar das dores da vida, construiu uma história marcada pela coragem, dignidade e amor.

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